Em 2004, uma amiga me disse que queria ser engenheira para construir pontes, e não para construir muros. Poético, não? E eu sempre quis trabalhar com projetos de pontes em estruturas metálicas.
No entanto acabei indo para outro ramo. Mas mantenho a poesia: "Não trabalho com projetos de torres para linhas de transmissão. Trabalho para levar luz!"
"Eu distribuo amor e curo solidão.
Mas peço por favor que alguém me dê a mão."
sábado, 18 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
QUESTÃO DE INTERPRETAÇÃO
O Caso dos Exploradores de Cavernas - Lon Fuller
Sem dúvida esse foi o ano em que retomei meu ritmo de leitura. Li várias coisas diferentes: biografia, ficção, livro-que-virou-filme, livro-quase-técnico, livro técnico e por aí vai.
Mas algo que chamou demais minha atenção foi um livreto, quase um conto, chamado "O Caso dos Exploradores de Cavernas" de Lon Fuller. Descobri que este é um livro básico para os calouros de Direito (o que não é o meu caso, GRAÇAS A DEUS!), e mesmo que também não seja o seu caso, recomendo fortemente. Excelente dica de leitura.
Acontece que a história fictícia, que se passa no ano de 4300, é uma repetição do que aconteceu com aqueles mineiros soterrados no Chile. Exceto pelo fato de que, pelo menos por enquanto, os exploradores do livro são "obrigados" a cometer canibalismo para sobreviver, caso contrário não conseguiriam sair com vida da caverna, os mineiros também ficaram meses até serem regatados, dadas as dificuladades de alcance das equipes de resgate.
Quando estão livres do soterramento caem na mão da justiça que irá julgá-los. Culpados ou inocentes? Se não tivessem cometido homicídio todos estariam mortos. Foi crime? Cinco juízes disparam as mais variadas sentenças. E todas estão corretas. É tudo questão de interpretação.
E em nossa vida acontece isso o tempo todo. Julgamos e somos julgados sempre. Julgamos de acordo com a educação que recebemos de nossos pais, de acordo com o que adotamos como correto durante o curso da vida. Mas existiria uma resposta absoluta?
Acredito que sim. A resposta que mais cabe nestes casos é "Depende". O bom e velho "depende", amigo nas horas de dúvida, mesmo não resolvendo nada.
"Por que se você parar pra pensar, na verdade não há."
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