A nossa relação com o tempo é realmente estranha, para alguns até problemática. E não me refiro apenas à idade das pessoas, principalmente se forem mulheres.
O que acontece é que sempre olhamos para frente, procurando o novo, mas insistimos em gritar aos quatro ventos que o passado era bem melhor. Oasis era bom até o segundo disco, o primeiro Jurassic Park é o melhor, os Titãs eram bons nos anos 80, e por aí vai. Enquanto procuramos a salvação do rock, o novo Nirvana, ainda erguemos altares para os Beatles. Eu carrego meu tijolo todo dia!
Uma das causas é que gostamos de lembrar o passado, achar que ele foi melhor do que realmente foi e acreditar que éramos mais felizes. Então ligamos estes fatos, filmes e discos, com o que sentíamos naquela época, quando os pastos eram mais verdes e as maçãs mais saborosas. Essa é a razão pra que eu ache que as festas "revival anos 80" são muito bregas e alguém que foi adolescente nessa época ache que elas são o máximo.
Vivemos repetindo que as crianças não são mais crianças como nós fomos, mas espera aí, alguém se lembrou de perguntar isso para elas? Elas estão se divertindo tanto quanto eu e, quando crescerem, irão dizer exatamente, a respeito dos meus filhos, o que eu digo sobre elas.
Depois de tanto filosofar, a única certeza que tenho é que o Pica Pau antigo é muito melhor que a nova versão que as crianças vêem hoje. Ponto final.
"Deixo tudo assim,
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto"
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
O VELHO E O NOVO
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